sexta-feira, 8 de junho de 2012

Espanha






Melhor resultado no EURO: Vencedora 1964, 2008
Seleccionador: Vivente del Bosque
Fundação da Federação: 1909
Alcunha: La Roja (A vermelha)


 O 11 Inicial - Na baliza Casillas, o mais internacional de sempre da roja, será o titular indiscutível. Face à lesão de Puyol, no centro poderemos contar com Piqué e Sergio Ramos, e desde que os rumores de que as rivalidades entre os dois seja falsa, trata-se de uma dupla muito segura, rápida e com boa capacidade aérea. Face à deslocação de ramos da direita para o centro, será o colega de equipa Arbeloa a assumir a lateral direita. À esquerda temos a maior alteração em relação a 2010, de onde saiu Capdevila e entrou o jovem do Valencia, J. Alba, um lateral mais ofensivo e com um futuro promissor. No meio campo a Espanha conta com o maior leque de opções de todo o europeu. Del Bosque não devera prescindir de 2 médios de cobertura, e as escolhas serão Busquets e Alonso. O maestro no centro do terreno continuará a ser Xabi Hernandez, que contará à esquerda do seu inseparável companheiro do Barça, Andrés Iniesta. À direita, atendendo aos últimos amigáveis, deverá ser Silva a ocupar o lugar. Mas jogadores como Fabrégas, Mata, Carzola, Jesus Navas ou Pedro, poderão a qualquer momento saltar para a titularidade. Na frente de ataque, e principalmente face à lesão de Villa, muito se especulou a respeito de quem devia assumir as responsabilidades. O basco Llorente e Negredo estarão à espreita, mas a titularidade deverá ser dada a "el nino" Torres.

Análise Tática - Tal como referi na apresentação da táctica 4-2-3-1, a Espanha dispõem-se neste sistema, embora de uma forma suis generis, isto porque Iniesta não é um verdadeiro extremo (mesmo Silva tem vocação por espaços mais interiores), porque a possibilidade de Fabrégas também e grande, e também ele é um jogador desenquadrado deste sistema, e por fim porque a equipa apresenta uma mobilidade muito grande na procura de linhas de passe, não se sentindo as amarras tácticas presentes, por exemplo, nos 4-2-3-1 da Alemanha ou Holanda. Assim pode-se esperar a continuação da formula de sucesso, com muita posse de bola no meio campo, com a armação do jogo a ser iniciada por Xabi Alonso, e no carrossel, circular pela equipa, já que tanto Iniesta como Silva poderão derivar para o meio aumentando aí as opções de passe. Uma das diferenças é as possíveis subidas de Alba no terreno, algo que não ocorria no passado, mas que agora poderão ser mais frequentes e com maior qualidade. A defender, a espanha apresentará um 4-5-1, mas com as linhas muito subidas, sendo de esperar que consiga fazer pressões muito altas no adversário.

A Estrela - Xabi apesar da qualidade superior que reina no meio campo da Espanha, poderá ser considerado a estrela da companhia. Ele assumirá o controlo do meio campo espanhol, como o faz no Barcelona, e será o cérebro da equipa. Capaz de descobrir sempre mais uma linha de passe, sempre em busca de criar-las para os seus colegas, de modo a que de um momento para o outro, surja uma assistência venenosa para os avançados. Aos 32 anos é o patrão da equipa e juntamente com Casillas, poderá fazer a ponte para uma mais rápida e melhor integração das mais jovens estrelas da selecção.

A Observar - Torres, Alba e Iniesta.

Antevisão grupo B


O grupo B é claramente o "grupo da morte", apresentando no seu elenco, quatro equipas que figuram do top 10 do ranking da FIFA. É um grupo equilibrado, mas onde penso que mesmo com muito voluntarismo, a Dinamarca não se apresentará ao nível das demais. Penso que com maior ou menor dificuldade, as três equipas vencerão a Dinamarca. A Alemanha que jogará no ultimo jogo poderia facilitar, mas como iremos ver à frente, irá necessitar de ganhar (ou pelo menos pontuar), para aspirar a seguir em frente. Infelizmente para as nossas pretensões, penso que a Alemanha e a Holanda acabarão por se superiorizar, e assegurar os bilhetes para a próxima fase. Isto porque como referi acima, a Holanda começa com o jogo mais fácil, frente à Dinamarca, que vencerá, e no segundo jogo defronta a Alemanha, jogo em que também triunfará (sim a Holanda superiorizar-se-á à Alemanha, e mais tarde farei uma previsão táctica do jogo), logo praticamente assegurará a vaga na fase seguinte. A única esperança de Portugal ser conseguir um empate frente à Alemanha o que se afigurará difícil. Apenas com dois bloco (defesa e meio campo + Nani) baixos e sem espaços entre eles, com rápidas saídas de contra-ataque poderiam ser a forma de Portugal chegar a bom porto, mas este tipo de jogo vai contra o nosso ADN, logo não acredito num bom resultado. Embora não acredite na qualificação de Portugal, esta deve-se mais aos adversários (sim, as duas melhores selecções a funcionar com o 4-2-3-1, e com excelentes interpretes.), do que à nossa incompetência, pois num grupo sem duas candidatas à final, estaríamos bem posicionados para passar de grupo.

Previsão - Holanda e Alemanha.

Dinamarca






Melhor desempenho no EURO: vencedor em 1992
Seleccionador: Morten Olsen
Fundação da federação: 1889
Alcunha: De Rod Hvide (Os Vermelhos e Brancos)


 O 11 Inicial - Na baliza, após a lesão do titular Sorensen, deverá ser Andersen a assumir o posto, embora, Lindegaard, do Manchester United, esteja à espera da sua oportunidade. Na defesa, Agger é o patrão e o jogador mais conceituado, fazendo dupla no centro com Kjaer. Do lado esquerdo, o lugar pertence a Simon Poulsen, o lateral mais ofensivo, e o que causa mais desiquilibrios. À direita teremos Jacobsen, um jogador mais posicional e que equilibra a equipa. No meio campo teremos dois médios de contenção com alguma capacidade de ajudar nas tarefas ofensivas, são eles Zimling e Kvist. Porém C. Poulsen, um trinco duro, tentara também ter a sua vaga. A médio ofensivo, um dos mais talentosos jovens do país, C. Eriksen terá a função de comandar toda a ofensiva nórdica. Rommedahl e Krohn-Dehli serão os extremos que procuraram servir o avançado. Embora tecnicamente não sejam jogadores de topo, compensam com experiência, e com o facto de se conhecerem bem, pois ambos actuam no Brondby. Na frente, sem concorrência à altura, ira brilhar Nicolas Bendtner, o avançado ainda não vingou no Arsenal, mas fez uma boa época no Sunderland.

Analise Táctica - A Dinamarca irá, como muitas outras, apresentar um esquema em 4-2-3-1. É uma equipa compacta e que segue à risca os seus princípios. Apenas Poulsen ajuda frequentemente na frente de ataque, deixando as costas a ser guardadas pelos médios de contenção e por Jacobsen que raramente se aventura no ataque. Em caso de necesidade, Morten Olsen tem Daniel Wass no banco, para a lateral direita, para poder ter dois laterais em ajuda constante ao ataque. No miolo, os medios defensivos são trabalhadores, e Kvist deverá jogar sobre a esquerda, para compensar as subidas do lateral, enquanto Zimling, descaído para a direita será o primeiro auxilio no ataque. A peça táctica fulcral na equipa será Erikson. É o jogador que poderá fazer realmente a diferença contra as equipas do grupo, devido à sua capacidade técnica, encontrando espaços que permitam rápidos contra-ataques. Rommedahl devido à falta de apoio do seu lateral, deverá tambem migrar para o meio em determinadas situações, e jogar nas costas de bendtner.

A Estrela - Ao contrario da maioria da imprensa, considero C. Eriksen a estrela da equipa. Alem de ser um jovem (20 anos apenas) com imensa margem de progressão, é já um dos elementos principais do Ájax, clube que ajudou a ser campeão holandês, e o maestro da sua selecção.Veloz, com boa condução de bola, visão de jogo e definição no ultimo passe, espera-se que seja um dos destaques nos jogos no europeu, especialmente se lhe for dado algum espaço. Pode ser uma das revelações do europeu.

A Observar - Bendtner, S. Poulsen e Rommedahl.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Holanda


Melhor desempenho no EURO: vencedora em 1988
Seleccionador: Bert van Marwijk
Fundação da federação: 1889
Alcunha: "Laranja Mecânica"


























O 11 Inicial - Na baliza o já experiente Stekelenburg (mais de 45 internacionalizações), manterá a confiança do técnico. Na defesa surgem as maiores duvidas quanto à equipa inicial devido à onda de lesões que afectou a equipa. Na esquerda Pieters deveria ser o titular, após o abandono do capitão Van Bronkhorst, mas uma lesão retirou dos 23. Foi testado para o lugar Bouma, Williems e Schaars. Com a possivel indisponibilidade de Mathijsen, que formaria a dupla de centrais com Heitinga, forçou Bouma a jogar a central. Na esquerda fica a duvida entre Schaars e Williems. Na direita, o titular do Ájax, Van der Wiel, tem a possibilidade de se afirmar como um dos melhores na sua posição a nível europeu. No centro do terreno se sneijder têm lugar garantido, De Jong e Bommel (médios mais posicionais), lutarão com Van der Vaart e com Strootman (médios de transição, com melhores atributos técnicos), pelos dois lugares no interior do terreno. É possível que o oponente incline a balança para um dos lados (é provável que Van der Vaart jogue contra a Dinamarca, mas é mais difícil que também o faça frente a Portugal e Alemanha). Na frente Robben jogará numa das alas, faltando saber se Van Persie jogo no centro com Afellay à esquerda, ou se o gunner desloca-se para a faixa esquerda abrindo lugar a Huntelar.

Análise Táctica -  A equipa holandesa também irá apresentar-se num 4-2-3-1. A equipa atacará preferencialmente pelo lado direito, onde Van der Wiel auxiliará Robben, formando uma dupla perigosíssima em que poderá criar perigo no 1X1 de Robben, ou numa diagonal sua para o interior, mas também com a subida do lateral no espaço vazio, para ir à linha e cruzar. Do lado contra-lateral, não se esperará o mesmo de Schaars, que devido à sua cultura táctica, deverá tentar equilibrar a defesa durante as subidas do lateral do Ájax. No meio campo caberá a Bommel tentar sair a jogar, embora muitas vezes seja o próprio Sneijder a descer ao seu meio campo de moda a auxiliar a transição defesa ataque. Aliás, é nos pés de Sjneider que o jogo ofensivo da Holanda irá passar e todos esperam que um dos artilheiros do mundial de 2010 esteja de volta ao seu mais alto nível. No ataque Van Persie será o avançado solto, que procurará espaços por vezes não tão centrais para receber a bola e combinar com um colega. Esta sua faceta permite que caso a Holanda necessite de mais um homem na frente, ele pode deslocar à esquerda e aparecer um verdadeiro homem de área, que é o Huntelaar, este ano o melhor marcador da Bundesligue.

A Estrela - Wesley Sneijder embora tenha tido uma epoca no clube para esquecer, pretende voltar aos grandes momentos de futebol no europeu. Alem de controlar toda a ofensiva laranja, é responsável por muitas das bolas paradas (que bate com bastante sucesso), e por aparecer nos espaços vazios. É um jogador que poderá aparecer entre a linha de médios e defesas e assim desbaratar toda a organização adversaria, pois com a sua capacidade de remate de meia distancia, e de passe, facilmente cria uma oportunidade de finalização para ele ou para um colega.

A Observar - Van Persie, Robben, Huntelaar.

Alemanha


Melhor desempenho no EURO: vencedora 1972, 1980, 1996
Seleccionador: Joachim Low
Fundação da federação: 1900
Alcunha: National mannschaft (Selecção Nacional)


O 11 Inicial - Desde o mundial de 2010 que Neur é titular da mannschaft, estatuto que manterá no europeu, e no qual deseja alcançar o estatuto que lhe permitirá ser considerado um dos melhores do mundo na sua posição. Na defesa havia duvidas em relação a que corredor lateral o capitão Lahm iria ser colocado, mas estas foram desfeitas pelo próprio seleccionador que garantiu que irá jogar na esquerda, e Boateng na direita. Uma escolha claramente defensiva, pois Boateng é central de origem, mas como irá enfrentar na fase de grupos alas do nível de: Ronaldo, Nani, Robben e Afellay, Low acabou por preferir ter um lateral mais posicional para contrabalançar com outro mais de apoio. No miolo do terreno, Khedira deverá ser o médio mais posicional e Schweinsteiger o que aparecerá com maior liberdade. Como recuperou recentemente de uma lesão, é possível que o companheiro de equipa Kroos reclame um lugar no onze. Nas alas, Podolsky e Muller serão as apostas iniciais, mas Schurrle que facturou no ultimo amigável lutará por um lugar no onze. Na frente Klose já se encontra numa fase descendente, mas ainda será o primeiro substituto ao titular Gomez.

Análise Tactica - A equipa apresenta-se num típico 4-2-3-1, cujas transições rápidas são feitas de forma sublime e completamente mortal para o adversário. A equipa encontra-se um pouco balanceada em demasia para o seu lado esquerdo, já que Boateng não tem facilidade em subir no terreno, e Muller tem uma tendência natural para procurar os espaços interiores atrás do ponta de lança. Por outro lado o lado esquerdo a carburar com Lahm e Podolsky embora consiga um maior volume de jogo, como o primeiro joga com pé invertido (pé direito no flanco esquerdo), e o segundo jogue mais próximo a Gomez quase como segundo avançado, também os cruzamentos da linha de fundo não saiam com fluidez. O homem que vem compensar isso, é Ozil, que parte de uma zona central do terreno e descai para qualquer um dos lados, dificultando a marcação com estas constantes mudanças de posição. No meio campo poder-se-á encontrar a fragilidade desta equipa, pois não apresenta um trinco realmente posicional (Khedira no real é o jogador que leva bola ficando Xabi Alonso na retaguarda), deixando muito espaço para os centrais. Se a Alemanha estiver a dominar, a pressão é ainda mais elevada, mas se o adversário colocar um bom numero 10 entre os médios e os centrais pode-se revelar um problema para a mannschaft.

A Estrela - Mesut Ozil, cresceu muito nestes 2 anos após o mundial e apresentar-se-á a um nível ainda superior. É ele que aos 23 anos de idade pauta a velocidade de jogo alemã, e mais que isso, é ele o pêndulo que mantém o equilíbrio entre flancos na equipa, revelando-se completamente fundamental no esquema de jogo da Low. Possuidor de uma capacidade de passe soberba e uma grande visão de jogo, consegue facilmente desbloquear um jogo mais complicado, descobrindo espaços onde eles não existiam.

A Observar -  Schweinsteiger, Gomez e Schurrle.

Portugal


Melhor desempenho no EURO: finalista vencido 2004
Seleccionador: Paulo Bento
Fundação da federação: 1914
Alcunha: Selecção das Quinas


























O 11 Inicial - Não existem grandes duvidas em relação à baliza portuguesa. Após a passagem por Itália e pelo banco da luz, Eduardo não conseguiu segurar o lugar, e aliando a uma época fantástica em Alvalade, a baliza ficará ao cargo do jovem Rui Patrício. Na defesa, na falta de Ricardo Carvalho após desentendimento com o seleccionador, os centrais serão Bruno Alves e Pepe. A lateral esquerda ficara ao cargo de Fábio Coentrão, que desde o mundial de 2010 é dono e senhor do lugar. À direita, e sem a concorrência de Bosingwa, o recém transferido para o Valência João Pereira ira assumir a posição. No miolo a posição mais defensiva deverá caber a Veloso, embora seja possível que Paulo Bento, nos jogos mais difíceis opte por Custodio, o único trinco de origem português. A acompanhar estarão sem surpresas Raul Meireles e João Moutinho. Nas alas, os lugares estão assegurados por 2 dos melhores do mundo na posição, Nani e C. Ronaldo. O lugar de ponta de lança é o calcanhar de Aquiles da equipa e embora Postiga pareça levar vantagem, tanto Hugo Almeida como Nelson Oliveira procuram também uma posição no 11.

Análise Táctica - A nossa selecção nacional irá apresentar preferencialmente um 4-3-3 nos palcos da Polónia e Ucrânia. O objectivo e apresentar um meio campo com posse de bola que consiga encontrar espaço para os extremos darem a melhor continuidade ao lance. Nessa área, Portugal apresenta 2 box-to-box de muito bom nível (Moutinho e Meireles), embora faça falta um verdadeiro numero 10, um maestro como foi em tempos Rui Costa e Deco, que coloque criatividade em campo. Alem disso parece que a falta de um verdadeiro trinco de qualidade poderá afectar as aspirações lusas nas batalhas mais equilibradas. No centro da defesa destaca-se Pepe, campeão espanhol pelo real poderá assumir-se como o patrão da defesa. Na ala esquerda teremos Fabio a fazer o corredor como gosta e a causar desequilíbrios junto com Ronaldo em terrenos bem adiantados. O problema é João Pereira ser também ele um lateral ofensivo e terá de haver coordenação entre os dois. Na frente Ronaldo terá completa liberdade de movimentos e tentará aparecer na área junto à zona de finalização. Nani por seu turno tem como missão ser mais contido para compensar as subidas de Ronaldo, mas ao mesmo tempo procurar ter a bola, pois devido à marcação que existe sobre Ronaldo (normalmente dois elementos), deverá ter mais espaço que este.

A Estrela - O capitão Cristiano Ronaldo com os seus 60 golos ao serviço do Real Madrid é obviamente a estrela da nossa selecção. O melhor jogador a pisar os relvados da Polónia e Ucrânia, terá como objectivo manter a veia goleadora revelada nos clubes por onde passa na selecção. Esse pecúlio nem sempre tem sido regular, mas ainda assim foi o melhor marcador da fase de apuramento com 7 golos. Com uma velocidade elevadíssima, boa constituição física, capacidade de discutir no jogo aéreo entre os centrais, facilidade de finalizar com os dois pés, e os seus famosos "Tomahawk", assume-se como o mais completo jogador da actualidade, que pretenderá entrar na historia da nação ao levar Portugal finalmente ao ceptro tão desejado.

A Observar - Nani, Pepe e Fabio Coentrão.

Antevisão grupo A

O grupo A é encarado pela imprensa como um dos mais equilibrados. Falta uma super-potência para desequilibrar a balança. De qualquer forma penso que duas equipas se destacarão das demais, e com maior ou menor dificuldade acabarão por carimbar a presença na fase seguinte. E essas equipas serão a Polónia e a Rússia. Por um lado, a Rússia é a equipa que melhores executantes têm nas suas fileiras, e dentro da qualidade deste grupo acaba por se sobressair. Além disso apresenta uma defesa sólida e rotinada a jogar junta no CSKA (o guarda-redes e ambos os centrais), e um meio campo combativo onde Shirokov empresta alguma criatividade, e que também ele esta habituado a jogar junto no Zenit. A Polónia por seu lado têm a vantagem casa que não deverá ser menosprezada, a vontade de pela primeira vez passar a fase de grupos, e um trio que vêm motivado da conquista do campeonato alemão (Piszczek, Blaszczykowski e Lewandowsky), e que aumenta a qualidade da equipa. Além disso apresenta uma táctica mais eficaz para este tipo de provas que poderá também fazer a diferença. Por outro lado, a Grécia vai voltar a apresentar o futebol defensivo que lhe valeu o euro 2004 é verdade, mas que também a impediu de estar presente no mundial 2006, perder os três jogos no euro 2008, e ficar também pelos grupos em 2010. A R. Checa apresenta provavelmente o pior lote de jogadores dos ultimos 15 anos. Nomes como Poborskiy, Nedved, Koller, bem como Rosicky e Baros na sua melhor forma (como em 2004), já não constam da selecção, e o futebol de ataque que encantava, deu lugar a um jogo mais defensivo, e sem brilho.

Previsão -  Polónia e Rússia apuradas para a próxima fase

Grécia





Melhor desempenho no EURO: vencedor 2004
Seleccionador: Fernando Santos
Fundação da federação: 1926
Alcunha: Galanolefki (Azuis-e-brancos)


O 11 Inicial - A partir do momento que Tzorvas se transferiu para o Palermo de Itália, e passou a suplente que Sifakis tomou conta da baliza grega, tendo disputado a maior parte dos jogos de apuramento sendo por isso o provável titular. Na defesa, o cosmopolita (nascido na Alemanha de uma mãe uruguaia e pai grego) Holebas garantiu a presença na ala esquerda, e na direita brilha uma das melhores unidades gregas, Torossidis. No centro deverão alinhar os experientes Sokratis e A. Papadopoulos, embora o jovem K. Papadopoulos de apenas 20 anos tenha brilhado na Alemanha e possa espreitar a titularidade. O meio campo composto por três elementos apostará na experiência de dois ex campeões da Europa, Katsouranis será o homem mais defensivo do miolo, e Karagounis terá a missão de ser o cérebro da equipa grega, e o homem que ira coordenar o sector atacante da equipa. Na vaga disponível, Maniatis parece levar vantagem pelas suas características mais defensivas, embora Ninis seja um jogador superior tecnicamente, ainda jovem (22 anos), e com mais recursos se for necessário inverter o rumo dos acontecimentos. Na frente de ataque, Salpingidis será o extremo direito, e o jogador que mais terá como missão ir à linha cruzar, isto porque Gekas (o ponta de lança titular) e Samaras, que com o seu poderio fisico (1,92m) , e movimentações em diagonal para a área, tentarão aproveitar todas as oportunidades que apareçam.

 Análise Táctica - A Grécia irá apresentar um esquema em 4-3-3, num modelo ultra defensivo, como vem sendo já um habito, após os 9 anos de "reinado" de Otto Rahengel. Em situação de defesa, os extremos, especialmente Salpingidis, desce para perto dos laterais, e Maniatis que jogará no meio campo poderá funcionar como mais um lateral direito ou central, posições que não lhe são completamente estranhas. Nas situações de posse de bola, a transição defesa-ataque poderá ser feita através de bola pelo ar, à espera de Samaras ou Gekas, ou através de Torassidis, que embora ocupe uma posição recuada no terreno, apresenta uma capacidade técnica assinalável na equipa grega. Será dele a responsabilidade junto de Salpingidis de dinamizar todo o corredor direito, e permitir desequilíbrios perto da área adversaria. Samaras que jogou muito tempo como avançado centro, joga agora descaído para a esquerda mas não perde a oportunidade de se juntar na grande área como segundo avançado.

A Estrela - O numero 10 desta equipa, Karagounis, pese embora a sua idade, continua a ser o motor que a leva para a frente. Apesar da velocidade já não ser a mesma de outros tempos, equilibra isso com um excelente posicionamento em campo, e uma qualidade de passe superior. É ainda importante na ponte que faz com os elementos mais novos, e na experiência que pode emprestar ao grupo.

A Observar - Torossidis, Ninis e Samaras.

R. Checa


Melhor desempenho no EURO: vencedora em 1976 (como Checoslováquia)
Treinador: Michal Bílek
Fundação da federação: 1901
Alcunha: Národní tým (equipa nacional)


O 11 Inicial - Na baliza, o vencedor das ultimas cinco edições do melhor jogador checo, Peter Cech é o titular indiscutível. Na defesa, surgem algumas duvidas, embora Selassie, o checo-etíope do Viktoria Plzen seja o provável dono da lateral direita, e Sivok garanta uma posição no centro da defesa. A duvida prende-se em que posição jogará Kadlec. Embora seja lateral esquerdo de origem, o melhor marcador dos checos na fase de grupos, adapta-se a jogar a central, onde já combinou bem com Sivok. Assim caso Michal Bilek opte por retirar Hubnik, que é o elo mais fraco da defesa, do conjunto titular, é possível que o lateral esquerdo David Limbersky fique com o lugar. No meio campo, nos jogos que necessitem de maior produção defensiva o titular será Hubschman, um verdadeiro trinco, mas nos jogos, ou no decorrer dos mesmos, em que a R. Checa necessite de atacar, é possível a presença de Jiracek, pois o jogador do Wolfsburgo tem melhor toque de bola. A presença do box-to-box Plasil é inquestionável, e será dele a missão de transportar a bola até Rosicky, o maestro desta equipa checa. Nas alas ofensivas aparecerão Rezek pela direita com a experiencia dos seus 30 anos, e Pilar à direita com a irreverencia dos seus 23. No ataque apresenta-se o maior problema da equipa, em que Baros poderá assumir a titularidade, embora já não tenha o fulgor do euro 2004, mas as alternativas Necid, Pekhart e Lafata (melhor marcador do campeonato) também não apresentam regularidades significativas na selecção.

Análise Táctica - A formação checa irá provavelmente apresentar um esquema de 4-4-1-1 tradicionalmente inglês. Ao contrario do que era seu apanágio, e com grandes elogios no euro 2004, a selecção não irá apresentar um futebol ofensivo (foi a equipa apurada com menos golos marcados no apuramento, apenas 12) e será na defesa que poderá residir a principal esperança. Será expectável que jogue com duas linhas de 4 elementos muito próximas, e os extremos Pilar e Rezek deverão estar mais concentrados em manter as posições, antes de se aventurarem por terrenos mais avançados. Quando tiver posse de bola, a equipa sobe no terreno através dos seus laterais e extremos, existindo ainda a possibilidade de Plasil avançar na condução da bola, para espaços mais perto de Rosicky. E é sobre este, que recaem as maiores responsabilidades, pois sem extremos de alto nível, o jogador do arsenal será fundamental na criação dos desequilíbrios ofensivos.

A Estrela - Peter Cech é o jogador checo mais bem sucedido dos últimos anos, e chega ao europeu após a conquista da liga dos campeões. É um guarda redes muito experiente, e que com apenas 29 anos já parte para o seu terceiro europeu a titular. Ele empresta segurança a toda a defesa e é um dos mais completos na sua posição presente no europeu, e um pouco à semelhança do que já fez no Chelsea durante a liga dos campeões, poderá fazer a diferença nos jogos equilibrados em que a R. Checa necessite de defender uma margem mínima.

A Observar - Rosicky, Kadlek e Plasil

Rússia


Melhor desempenho no EURO: vencedor em 1960 (como União Soviética)
Seleccionador: Dick Advoocaat
Fundação da federação: 1912
Alcunha: nenhuma


O 11 Inicial - Na baliza após a grave lesão, Akinfeev recuperou a tempo e será garantidamente o dono do lugar, não só pela grande experiência internacional (mais de 50 internacionalizações com apenas 26 anos)  mas principalmente porque os centrais são da sua equipa (CSKA Moscovo), logo existe uma maior rotina entre os elementos centrais da defesa. No centro da defesa, face à lesao de Vasili Berezutskiy, avançará o seu irmão gemeo Aleksei, para fazer par com ignashevich. As laterais são ocupados por jogadores fortissimos do ponto de vista ofensivo, Zhirkov (ex-extremo esquerdo), e Anyukov (lateral com maior numero de assistencias na fase de apuramento do euro). No miolo, a menos que ocorra alguma surpresa, aparecerá o trio do Zenit, composto defensivamente por Denisov, e com Ziryanov e especialmente Shirokov com maior liberdade criativa. No ataque surgem as principais duvidas, sendo que o lugar de extremo esquerdo está reservado à estrela da companhia, Arshavin, mas à direita, Dick Advocaat poderá apostar mais na explosividade do miudo Dzagoev, ou na experiencia de Izmailov. O centro do ataque parece estar reservado a Kerzhakov, embora Pavlyuchenko e Pogrebnyak procurem tambem o seu espaço.

Análise Táctica - À boa maneira holandesa, Advocaat irá colocar um 4-3-3 em campo, com o meio campo muito combativo, mas com falta de um elemento com maior capacidade técnica, sendo Shirkov quem mais se assemelha a esse estatuto. Assim muito do jogo organizado da Rússia irá passar pelas alas onde ambos os laterais têm capacidade de fazer a diferença no ataque. Zhirkov especialmente terá a responsabilidade de fazer todo o corredor, após as infiltrações em diagonal por parte de Arshavin, que poderá fazer a diferença já dentro da área. Dzagoev, que é um numero 10 de origem, poderá fugir para o meio e utilizar a sua meia distancia, bem como emprestar maior criatividade ao meio campo. A equipa acaba é por ter falta de verdadeiros extremos, e a menos que os laterais consigam compensar essa falha, a equipa denotará muita dificuldade contra defesas fechadas que se concentrem no centro do terreno.

A Estrela - Arshavin embora conte com mais 4 anos em relação ao ultimo europeu, onde explodiu para os grandes palcos europeus, continua a ser o melhor jogador russo. Após ter regressado ao "seu" Zenit, reencontrou a alegria de jogar, e numa prova curta poderá voltar a explodir a qualquer momento. A técnica e a capacidade de se juntar como 2 avançado, permitindo situações de finalização (já apontou 17 golos pela selecção), são as suas principais armas.

A Observar - Shirokov, Dzagoev e Zhirkov.

Polónia

 
Melhor desempenho no EURO: fase final em 2008
Seleccionador: Franciszek Smuda
Fundação da federação: 1919
Alcunha: Biało-czerwoni (Brancos e vermelhos)


O 11 Inicial - A Polónia deverá apresentar este figurino para a primeira partida do torneio. O guarda-redes Szczesny embora seja ainda um miúdo de 22 anos foi capaz de retirar a titularidade ao companheiro de selecção Fabiansky e é agora o dono da baliza polaca. Na defesa a dupla de centrais é quase uma certeza e embora não sejam jogadores de primeira linha, já têm experiência internacional e estão rotinados, permitindo à Polónia não sofrer golos nos últimos cinco jogos particulares. Na lateral esquerda, embora a presença de Wawryzyniak imponha respeito, Boenish deverá ser o titular pois tem tido a confiança do treinador nas ultimas partidas. No lado direito Piszszek não tem concorrência à altura, e o lateral do Borussia será o dinamizador daquele corredor, com o auxilio do companheiro de equipa. No meio campo existem três jogadores para para as duas posições de médios interiores: Murawski, Polanski e Dudka, e embora o ultimo seja o mais experiente de todos, com presença no Mundial de 2006 e Euro 2008, as esperanças do selecionador tem recaido sobre os dois primeiros. O organizador de jogo, jogando a médio ofensivo, com o 10 nas costas será Obraniak. O ataque será conduzido pela direita certamente por Blaszczykowski, e na esquerda deverá apresentar-se Rybus, podendo o jovem Wolski lutar pela vaga. O Avançado centro será certamente a estrela da equipa, e melhor marcador do Borussia de Dortmund no campeonato alemão, Lewandowski.

Analise Táctica - A Polónia ira apresentar um 4-2-3-1 de pouca posse, recurso ao contra-ataque e imprevisibilidade nas alas, de modo a servir da melhor forma o avançado. A equipa ira apresentar duas formas diferentes de fazer a trancisao para o ataque, ou através da bola bombeada, uma vez que Lewandowski é forte na recepção e a jogar de costas para a baliza, ou através da sua ala mais forte, onde Piszczek e Blasczczykowski, companheiros de equipa no Borussia, entendem-se muito bem, e o lateral que tem total autorização para subir no terreno, poderá fazer o transporte da bola. Embora seja no lado direito que a Polónia poderá realmente causar desequilíbrios, e será desse lado que a maioria do futebol ofensivo polaco irá passar, é muito importante que Boenish mantenha sempre muita cautela para nao deixar os centrais demasiado expostos. Os médios centros não apresentam uma grande qualidade técnica, pelo que a sua função será preferencialmente defensiva. Obraniak será o jogador a ligar os dois flancos quando a bola estiver no ataque, e devido ao menor atrevimento do lateral esquerdo, tenderá a descair para esse lado de forma a provocar desequilíbrios de 2X1 frente ao lateral direito adversário.

A Estrela - Lewandowski é um craque que despontou principalmente este ano como uma das mais promissoras estrelas do futebol polaco. Após obter a titularidade no seu clube, ajudou-o à reconquista do campeonato alemão com 22 golos apontados. É por isso um verdadeiro goleador, que joga bem de costas para a baliza, e que aparece no momento certo para a finalização. Ainda jovem, apenas 23 anos, poderá aproveitar o europeu em sua casa para dar o salto em definitivo para o lote de melhores avançados europeus.

A Observar - Piszczek, Blasczczykowski e Obraniak.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O 4-2-3-1

Antes de começar a analisar cada uma das equipas presentes no torneio, vamos compreender quais as nuances tácticas que poderão ter mais impacto no europeu, e quais as selecções que se encontram melhor preparadas para a competição:

O sistema táctico - Penso que o sistema táctico mais equilibrado, que será mais usado e o mais eficiente para este tipo de torneio é o 4-2-3-1. Posso já garantir que este será o esquema utilizado pela maior parte dos concorrentes, e que será neste tipo de esquema que a equipa vencedora irá actuar. Desmontando este modelo, percebemos que são "apenas" 4 os jogadores chaves necessários para que resulte, um lateral com alta capacidade ofensiva, um verdadeiro trinco e um 10 com capacidade de pegar no jogo, e um extremo que consiga causar desequilíbrios na defesa adversaria.

Entre as selecções com maior potencial para vencer o europeu, esta é a táctica adoptada por Alemanha, Holanda, e de uma forma ligeiramente diferente, como analisaremos mais tarde, a Espanha e França. Neste grupo, infelizmente para as aspirações portuguesas, encontra-se o futuro campeão europeu. Portugal, com o seu 4-3-3, bem como os diferentes 4-4-2 de Inglaterra e Itália serão insuficientes para responder ao grupo anterior. Quanto às posições chaves, eis o porquê:

Lateral ofensivo - esta táctica é muito eficiente a defender pois consegue facilmente ter 9 jogadores de campo em situação defensiva, deixando apenas o ponta de lança na frente. Porem com cariz puramente ofensivo temos apenas 4 jogadores (10, os 2 extremos e o avançado), ao qual poderá se juntar o box-to-box. Desta forma é imperioso ter um lateral com capacidade de fazer a necessária transição defesa-ataque, de modo a conseguir sair a jogar com bola sem necessitar de bombear bolas para a frente, bem como também é de extrema importância que esse lateral se junte aos companheiros de ataque para possibilitar os desequilíbrios ofensivos no seu flanco que poderão dar origem a perigo para o adversário.

Trinco - Não e um jogador chaves especifico desta táctica mas sim do jogo em si. Como foi referido este é um modelo com boas capacidades defensivas, mas qualquer grande equipa necessita de um jogador que por um lado consiga impor dureza no jogo, cortar as jogadas de perigo e assim baixar o ritmo do mesmo quando o adversário ataca, ao mesmo tempo que serve de contra-peso da equipa, que permite os jogadores da frente arriscarem mais, e dessa forma obtendo maiores recompensas, sabendo que alguém serve de segurança lá atrás.

10 - Os numero 10, um médio centro ofensivo dos antigos, começam a rarear no futebol actual onde o físico muitas vezes acaba por levar a melhor sobre a técnica e a genialidade. Penso ser dos maiores erros do futebol actual, e ser este tipo de jogador que ira coordenar toda a acção da equipa. Neste modelo táctico este jogador assume ainda maior importância pois assume a responsabilidade de duas funções. Por um lado será ele, juntamente com o lateral, que ao baixar no terreno poderá conduzir a bola na transição defesa-ataque, por outro será ele que organizará o ataque e irá sempre definir o ultimo (quando para o avançado ou um extremo aparecem em zona de finalização) ou o penúltimo (para um extremo de modo a permitir que ele possa cruzar para situações de finalização) passe.

Extremo - É a ultima peça e a que irá causar os verdadeiros desequilíbrios. A este jogador pede-se que construa situações de 2X1 com o lateral do seu flanco, ou através da sua capacidade técnica, consiga ganhar no 1X1, para que deste modo seja possível a ocorrência de cruzamentos que sirvam o avançado, que permitam entrada de passes de ruptura, ou até que lhe permitam a ele mesmo situações de finalização. Este será o jogador mais incisivo da equipa e o que mais procura situações de golo, daí ser necessário que um dos extremos não seja apenas um jogador de passe lateral (sem progressão).


A equipa que melhor conseguir ocupar estas posições deverá acabar por se sagrar campeã, devido à vantagem estratégica que conseguirá. Para mais tarde verificar...







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Após 2 anos de interregno, o futebol de selecções de alto nível esta de volta. Para o prazer de todos os amantes deste desporto, ás 17 horas de dia 8 de Junho a bola começa a rolar na Polónia, e serão 3 semanas em frente da televisão (ou nos próprios estádios para os mais afortunados), para ver as 16 melhores selecções do velho continente a lutar pelo ceptro final.
 
O Rumo a Kiev é um blogue com o objectivo de acompanhar todo o euro 2012 que se ira realizar na Polónia e Ucrânia. Aqui será feita toda a analise ás selecções e suas variantes técnico-tácticas, aos jogadores que irão estar em destaque,as jovens promessas, as tácticas, com os seus pontos fortes e as fragilidades a serem aproveitadas pelos adversários. Assim, até ao inicio do torneio podem contar com a analise táctica de cada uma das 16 selecções, bem como a previsão dos jogos de primeira jornada da fase de grupos.